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Escola Versão Z - A Geração do Futuro - Mind Group | Comunidade Internacional de Cooperação na Educação

Há 20 anos não era possível imaginar o mundo que conhecemos hoje. Entre outras atividades, tornou-se trivial transmitir instantaneamente informações como textos, imagens, áudios e vídeos para qualquer parte do planeta ou armazenar dados e arquivos em um local que não ocupa espaço, não pesa e não sofre interferência de danos físicos.

O que é mais incrível é que essa realidade é a única possível e imaginável para a Geração Z, aqueles que nasceram na época em que a conectividade foi liberada para provedores comerciais no Brasil e o desenvolvimento tecnológico alcançou um patamar nunca antes visto.

Afinal, quem são eles?

Apelidados de “nativos digitais”, os jovens da Geração Z deram seus primeiros passos junto à internet, possuem muita afinidade com a tecnologia e quase não sabem diferenciar o online do offline. Para eles, tudo se conecta o tempo todo sem limitações de espaço ou alcance. Alguns especialistas dizem que a Geração Z inclui os que nasceram no início dos anos 90, enquanto outros dizem que o ano de 1995 é que marca a nova geração. De qualquer maneira, é fácil reconhecê-los.
Geração Z - MindGroupOs nativos digitais provavelmente nunca saberão o que é fazer uma pesquisa escolar em um dos 18 volumes da Enciclopédia na biblioteca da escola. Eles têm acesso à todas as informações em seu computador, tablet ou celular e realizam tarefas digitais com uma velocidade muito superior à das outras gerações. E a Escola não deve assustar-se com essa geração,  mas sim aproveitar suas peculiaridades para ampliar a abrangência do ensino.
Se fôssemos resumir a Geração Z em 4 características escolheríamos: dinâmicos, conectados, multitarefas e experimentadores.
Veja um pouco sobre as expectativas da Geração Z e como a escola pode adaptar-se a elas:

O Mercado de Trabalho Z

De acordo com o prognóstico realizado pela consultoria Deloitte, a geração Z irá representar 75% da força de trabalho do mundo em 2025, e, apesar de não estarmos muito distantes desta data, o cenário previsto continua um tanto quanto imprevisível. O professor e consultor de assuntos educacionais do governo europeu, Ken Robinson, defende que isso pode ser positivo pois as escolas darão vazão à novas possibilidades com relação ao sistema de ensino-aprendizagem e o mercado de trabalho também sofrerá algumas atualizações. “Ninguém tem noção de como o mundo vai estar em cinco anos. E ainda assim devemos educá-los para esse mundo. A imprevisibilidade, pra mim, é extraordinária”, ele diz.
Tudo aponta para uma reformulação do mercado de trabalho. Novas funções, novos modelos de rotatividade, horários mais flexíveis, home office obrigatório, ambientes horizontais e pouco hierarquizados, afazeres mais prazerosos e adequados aos perfis e novas áreas de negócio configuram o futuro das empresas. E, com a entrada dos primeiros profissionais no meio organizacional, já é possível notar certos impactos nas empresas que desejam atrair e reter estes jovens. Para eles, não há razão para diminuir seu tempo livre, e nem motivo suficiente para trabalhar por horas extras intermináveis em busca de reconhecimento.Trabalhar excessivamente no escritório já não se trata mais de algo gratificante, muitos deles preferem, inclusive, trabalhar de casa. Segundo uma pesquisa da Randstad, 8 em cada 10 brasileiros da Geração Z exigem condições de trabalho mais flexíveis que as das gerações anteriores. Isso torna o modelo de trabalho tradicional e hierárquico algo impraticável.
A coordenadora dos cursos de Tecnólogo em RH e Marketing do Centro Universitário Celso Lisboa, Natalina Cinegaglia explica essa nova visão de mundo que vem se estabelecendo: “Por terem a ideia de que é possível falar com qualquer um a qualquer hora, ao chegarem em uma empresa eles não vêem as relações entre funcionários de forma hierarquizada. Automaticamente, se sentem autossuficientes e autoconfiantes para falar diretamente com o diretor, mesmo quando são estagiários, coisa que um baby-boomer nunca faria”.

As expectativas profissionais Z

A importância dos estudos formais se relativizou entre os jovens da nova geração, e, ao contrário da geração anterior (y), eles valorizam o aprendizado pessoal e são mais autodidatas, afinal, é possível aprender quase tudo pela internet. Além disso, são menos motivados por dinheiro que a Geração Y e têm mais ambições empreendedoras, geralmente caracterizados por uma personalidade proativa e postura questionadora. Estes indivíduos, apesar de não se importarem com a carreira tradicional, são engajados e se sentem responsáveis com relação ao que acontece no mundo. Acreditam, acima de tudo, que podem fazer a diferença.
Entre as suas expectativas profissionais, podemos considerar que muitos deles serão empreendedores, já que, em uma média de pesquisas, dois terços dos jovens desejam fundar sua própria empresa e anseiam por trabalhos com que se identifiquem e que possam mudar o mundo. Essa geração adora um desafio e não se conforma mais em ser apenas um sujeito passivo na sociedade, eles produzem conteúdos autorais, reivindicam direitos e exigem mudanças.
A grande perspectiva que temos no que se refere ao Mundo Z, é que o engajamento profissional destes futuros líderes pode modificar completamente os ambientes organizacionais e os valores sociais que reconhecemos hoje.

A escola preparada para o Mundo Versão Z

Com todas as mudanças nas expectativas profissionais da Geração Z, a escola passa a ter a importante tarefa de identificar e interpretar esses anseios para renovar o processo de ensino-aprendizagem.
A característica autodidata desses jovens faz com que eles se interessem menos por atividades teóricas da sala de aula tradicional e dediquem mais esforços a atividades práticas, interativas e que os levem a reflexões sobre a sociedade e desenvolvam seu raciocínio crítico. A grande facilidade de acesso a informação presente na internet passa a competir com a sala de aula e exigir uma reconfiguração no sistema de ensino tradicional.  (Veja alguns exemplos de metodologias complementares que preparam a escola para formar essa geração nesse artigo.)
É importante que a escola baseie-se no novo cenário e nas mudanças de comportamento para propor novas práticas pedagógicas que envolvam as crianças e jovens nos estudos, criando um vínculo claro entre seus esforços na escola e seus objetivos de longo prazo. A Geração Z não quer mais estudar por estudar, ela quer entender a relevância dos estudos na conquista de seus sonhos.

Sua escola está preparada para esta geração? Deixe seu comentário e nos ajude a encontrar as melhores formas de preparar a escola para o Mundo Versão Z.

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